Faz tempo que não escrevo. Estava trabalhando, estudando, pesquisando e, principalmente, organizando ideias e projetos para um assunto que vem preocupando o País: o uso de crack. (Logico que fiz tudo isso com o apoio da equipe do CAPS Viver, do Juizado da Infancia e Juventude de Anapolis, da Associação Cruzada pela Dignidade, entre outros).
Ao pesquisar sobre o consultlorio de rua em Salvador, que é um dos pioneiros desse projeto no Brasil, li um artigo que falava de Antônio Nery Filho e tinha um link para o seu blog. O texto que li - O Crack é Feito com a Raspa do Chifre do Diabo - traz uma reflexão muito pertinente para esse momento de intensos debates sobre o crack.
Perdemos o foco do HUMANO e ficamos presos a "demonizar" essa droga. Esquecemos de buscar a compreensão no desamparo do homem, nas relações que se tornam cada vez mais frágeis e superficiais. Esquecemos que somos parte dessa sociedade, que são nossas atitudes que sustentam e reforçam esse desamparo e essas relações.
Buscar soluções para o uso do crack deveria ser, antes de mais nada, trazer a tona a nossa dimensão social, recuperar a compreensão de mundo que nos põe como parte do todo. Nery Filho disse em seu blog que o "alvo não deve ser as drogas, mas a sociedade". Concordo com ele, pois o momento no qual vivemos é fruto de uma sociedade individualista, que busca prazeres fúteis e passageiros afim de aliviar as angústias que são inerentes à condição humana e que não conseguem suportar. A mesma sociedade que cria esses valores é a que fecha os olhos quando a situação chega ao extremo, renegando a sua responsabilidade e delegando-a a uma droga!
domingo, 30 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Relatório Conferência de Saúde Mental
Fiquei um bom tempo sem postar nem uma mensagem, várias coisas acontecendo, fiquei sem tempo! Retorno agora.
Vários assuntos me chamaram a atenção e me instigam a escrever, porém vou escrever sobre a Conferência de Saúde Mental e depois falamos de outras coisas.
Debates e debates, situações constrangedoras e questionamentos sobre democracia. Isso resumiria a conferência!! (pelo menos para alguns). É preciso sair dessa "guerra" CAPS X HEP, muitas questões ficam sem soluções devido a disputa pelo poder.
Porém houve espaço para discussões produtivas. Muitas reivindicações reais, uma delas é a construção do CAPS III, necessidade urgente em tempos de Crack, precisamos de tratamento para a crise de abstinência, solicitação que espero que seja atendida!
Outro tema que apareceu bastante nas discussões foi o preparo técnico dos profissionais de base (agentes de saúde). Reivindicação: formação em Saúde Mental e Dependência Química para estes profissionais, que são importantíssimos para a prevenção.
Consolidar as redes sociais, fator relevante para o sucesso do tratamento em Saúde Mental, foi um outro assunto discutido nos grupos. Para isso é preciso aprender a dialogar, a compartilhar saberes e interesses, é preciso descentralizar o poder e permitir que cada um atue no que lhe é de direito. Acima de tudo é preciso enxergar, escutar, dar voz aos nossos usuarios, pacientes, clientes para que eles possam decidir o qual projeto terapeutico querem ou não sseguir!
Foram várias outras discussões, porém vou ficar só com essas. Caso queiram, estou com o relatório final da Conferência, me mande o e-mail que envio o material.
Agora expectativas para a Conferência Estadual de Saúde Mental...
Vários assuntos me chamaram a atenção e me instigam a escrever, porém vou escrever sobre a Conferência de Saúde Mental e depois falamos de outras coisas.
Debates e debates, situações constrangedoras e questionamentos sobre democracia. Isso resumiria a conferência!! (pelo menos para alguns). É preciso sair dessa "guerra" CAPS X HEP, muitas questões ficam sem soluções devido a disputa pelo poder.
Porém houve espaço para discussões produtivas. Muitas reivindicações reais, uma delas é a construção do CAPS III, necessidade urgente em tempos de Crack, precisamos de tratamento para a crise de abstinência, solicitação que espero que seja atendida!
Outro tema que apareceu bastante nas discussões foi o preparo técnico dos profissionais de base (agentes de saúde). Reivindicação: formação em Saúde Mental e Dependência Química para estes profissionais, que são importantíssimos para a prevenção.
Consolidar as redes sociais, fator relevante para o sucesso do tratamento em Saúde Mental, foi um outro assunto discutido nos grupos. Para isso é preciso aprender a dialogar, a compartilhar saberes e interesses, é preciso descentralizar o poder e permitir que cada um atue no que lhe é de direito. Acima de tudo é preciso enxergar, escutar, dar voz aos nossos usuarios, pacientes, clientes para que eles possam decidir o qual projeto terapeutico querem ou não sseguir!
Foram várias outras discussões, porém vou ficar só com essas. Caso queiram, estou com o relatório final da Conferência, me mande o e-mail que envio o material.
Agora expectativas para a Conferência Estadual de Saúde Mental...
quarta-feira, 31 de março de 2010
Conferência de Saúde Mental
Programação:
Dia 05/04/2010
13:00 - Inscrição e entrega de material
13:30 - Solenidade de abertura
14:00 - Leitura do Regimento Interno
14:30 - Conferência - " Saúde Mental direito e compromisso de todos: Consolidar avanços e enfrentar desafios."
15:30 - Lanche
15:45 - Mesa Redonda:
1. Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais
2. Consolidar a Rede de Atenção Psicossocial
3. Fortalecer os movimentos sociais
4. Direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial
16:30 - Debates
Dia 06/04/2010
08:00 - Café da manhã
08:30 - Formação dos grupos
08:45 - Oficinas temáticas
12:00 - Almoço
14:00 - Plenária
16:00 - Escolha dos delegados
16:30 - Encerramento
17:00 - Lanche
http://www.anapolis.go.gov.br/
sábado, 27 de março de 2010
Um novo olhar para a relação Família/Drogas
Estou participando de um curso on-line: "Curso Prevenção ao uso indevido de drogas: Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias". Nos fóruns de discussões um assunto que aparece com frequência é a relação Familia e Dependência Química. Alguns discutem qual a postura que a família tem que ter; outros a relação de Co-Dependência; além disso, questionam se a familía é vitima ou culpada. Diante dessas, dúvidas me senti instigada a falar sobre o tema.
Vou utilizar como base para meu texto uma resposta que dei a um dos forúns e fazer alguns recortes do meu artigo (Resignificando a Dependência Química no Contexto Familiar) de conclusão do curso de Terapia de Casal e Familia:
A família pode tanto ser o algoz e/ou a vitima. É esse olhar que precisamos ter ao tratar a dependência química, pois esta é uma junção de vários fatores, por isso é necessario ampliar o foco, sair do senso comum, questionar, não permitir respostas lineares (x causa y).
A compreensão da Dependência Química (DQ) vem se modificando ao longo da história. O uso de drogas existe desde a antiguidade sendo utilizada de diferentes formas e para fins distintos conforme a cultura do local e da época.
A dependência química já foi vista como um problema espiritual, o que isentava o drogadicto e sua família de qualquer responsabilidade; já foi considerada uma questão moral, o dependente era um marginal e as suas famílias eram consideradas vítimas. Já foi entendida como doença, em 1966, pela Associação Médica Americana, a DQ era, então, tratada apenas na perspectiva médica. Atualmente a dependência é compreendida como um "fenômeno multifatorial”.
O grande desafio, então, para quem trabalha com o usuário de droga é a compreensão de todo o contexto em que ele está inserido, é aprender a não culpar ou vitimizar. Essa nova perspectiva da dependência química traz consigo uma co-responsabilização de todos os sistemas que o usuário de drogas está envolvido e, assim, não isenta a si mesmo e nem a sua família.
Trazer a família para participar do tratamento tem sido em minha experiência um desafio gratificante. É muito fácil perceber as dificuldades, as resistências e os comportamentos facilitadores da família. Quase sempre a família e o usuário apresentam demandas diferentes para o tratamento. Desta forma a atuação do profissional diante da drogadição deve ser de compreender a demanda para o atendimento e enxergar as possibilidades de mudanças existentes na família.
É preciso descobrir SAÚDE na família, compreender qual o sentido da droga para aquele contexto familiar e aceitar que existem várias "verdades", enxergar o significado individual da droga, o que ela deseperta em cada um da familia, dar voz para os medos e as fantasias, quando isso acontece o resultado é surpreendente, passam a compreender o que chamamos de co-responsabilidade!
A família, sem dúvida, precisa ser cuidada, tratada e compreendida.
Vou deixar algumas dicas de livro sobre a co-dependência:
Co-Dependência Nunca Mais e Para Além da Co-Dependêcia
(ambos de Melody Beattie ED. Record)
Codependência - o Transtorno e a Intervenção em Rede
(Maria Aparecida Junqueira Zampieri - ED. Ágora)
Vou utilizar como base para meu texto uma resposta que dei a um dos forúns e fazer alguns recortes do meu artigo (Resignificando a Dependência Química no Contexto Familiar) de conclusão do curso de Terapia de Casal e Familia:
A família pode tanto ser o algoz e/ou a vitima. É esse olhar que precisamos ter ao tratar a dependência química, pois esta é uma junção de vários fatores, por isso é necessario ampliar o foco, sair do senso comum, questionar, não permitir respostas lineares (x causa y).
A compreensão da Dependência Química (DQ) vem se modificando ao longo da história. O uso de drogas existe desde a antiguidade sendo utilizada de diferentes formas e para fins distintos conforme a cultura do local e da época.
A dependência química já foi vista como um problema espiritual, o que isentava o drogadicto e sua família de qualquer responsabilidade; já foi considerada uma questão moral, o dependente era um marginal e as suas famílias eram consideradas vítimas. Já foi entendida como doença, em 1966, pela Associação Médica Americana, a DQ era, então, tratada apenas na perspectiva médica. Atualmente a dependência é compreendida como um "fenômeno multifatorial”.
O grande desafio, então, para quem trabalha com o usuário de droga é a compreensão de todo o contexto em que ele está inserido, é aprender a não culpar ou vitimizar. Essa nova perspectiva da dependência química traz consigo uma co-responsabilização de todos os sistemas que o usuário de drogas está envolvido e, assim, não isenta a si mesmo e nem a sua família.
Trazer a família para participar do tratamento tem sido em minha experiência um desafio gratificante. É muito fácil perceber as dificuldades, as resistências e os comportamentos facilitadores da família. Quase sempre a família e o usuário apresentam demandas diferentes para o tratamento. Desta forma a atuação do profissional diante da drogadição deve ser de compreender a demanda para o atendimento e enxergar as possibilidades de mudanças existentes na família.
É preciso descobrir SAÚDE na família, compreender qual o sentido da droga para aquele contexto familiar e aceitar que existem várias "verdades", enxergar o significado individual da droga, o que ela deseperta em cada um da familia, dar voz para os medos e as fantasias, quando isso acontece o resultado é surpreendente, passam a compreender o que chamamos de co-responsabilidade!
A família, sem dúvida, precisa ser cuidada, tratada e compreendida.
Vou deixar algumas dicas de livro sobre a co-dependência:
Co-Dependência Nunca Mais e Para Além da Co-Dependêcia
(ambos de Melody Beattie ED. Record)
Codependência - o Transtorno e a Intervenção em Rede
(Maria Aparecida Junqueira Zampieri - ED. Ágora)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Reforma Psiquiatrica
Nas últimas semanas tenho observado algums comentários, reportagens e movimentações sobre a reforma psiquiátrica aqui em Anápolis. Relutei um pouco em falar sobre o assunto, porém como funcionária do CAPS Viver, me senti no direito e no dever de expor meu ponto de vista.
Compreendo que esta é uma discussão bastante necessária, quando colocamos os usuários das unidades de tramento como o foco das discussões, e não quando fazemos desta luta uma briga de egos. Temos uma infinidade de situações que o sofrimento psiquico nos traz a cada instante e desta forma deveríamos ter variedades de possiblidades de tratamento.
Na minha realidade de atuação, ainda se faz necessário o encaminhamento para o Hospital Espirita de Psiquiatria (HEP). Não é porque falta profissionais competentes, é porque não temos a estrutura adequado para uma variedade de procedimentos que poderiam ser feitos na própria unidade. Pergunto então: responsabilidade de quem?
Vão sempre existir necessidade de internações com o crescente número de usuários de crack, até internações compulsórias serão necessarias. Porém isso não tira a necesidade de valorização e investimento em outras formas de tratamento.
É necessário, portanto, sair do paradigma que visa apenas à remissão dos sintomas ir ao paradigma que integra diferentes aspectos da vida do sujeito. É dentro desta proposta que o CAPS se estrutura e tem como objetivo a construção de espaço para o desenvolvimento da autonomia e sociabilidade. O compromisso do CAPS é de uma inversão de um modelo centrado no sintoma para o tratamento da pessoa e de suas relações.
Convido a todos a conhecerem os trabalhos dos CAPS. Em Anápolis temos: o CAPS Viver, que é direcionado aos usuarios de Alcool e outras drogas; CAPS Vidativa, que tem como foco os usuarios que apresentam algum tipo de sofrimento psiquico e o CAPS Crescer, que é voltado para o atendimento das crianças.
Deixo aqui, também, o convite para paticiparem da Conferência de Saúde Mental que irá acontecer em Anápolis:
Compreendo que esta é uma discussão bastante necessária, quando colocamos os usuários das unidades de tramento como o foco das discussões, e não quando fazemos desta luta uma briga de egos. Temos uma infinidade de situações que o sofrimento psiquico nos traz a cada instante e desta forma deveríamos ter variedades de possiblidades de tratamento.
Na minha realidade de atuação, ainda se faz necessário o encaminhamento para o Hospital Espirita de Psiquiatria (HEP). Não é porque falta profissionais competentes, é porque não temos a estrutura adequado para uma variedade de procedimentos que poderiam ser feitos na própria unidade. Pergunto então: responsabilidade de quem?
Vão sempre existir necessidade de internações com o crescente número de usuários de crack, até internações compulsórias serão necessarias. Porém isso não tira a necesidade de valorização e investimento em outras formas de tratamento.
É necessário, portanto, sair do paradigma que visa apenas à remissão dos sintomas ir ao paradigma que integra diferentes aspectos da vida do sujeito. É dentro desta proposta que o CAPS se estrutura e tem como objetivo a construção de espaço para o desenvolvimento da autonomia e sociabilidade. O compromisso do CAPS é de uma inversão de um modelo centrado no sintoma para o tratamento da pessoa e de suas relações.
Convido a todos a conhecerem os trabalhos dos CAPS. Em Anápolis temos: o CAPS Viver, que é direcionado aos usuarios de Alcool e outras drogas; CAPS Vidativa, que tem como foco os usuarios que apresentam algum tipo de sofrimento psiquico e o CAPS Crescer, que é voltado para o atendimento das crianças.
Deixo aqui, também, o convite para paticiparem da Conferência de Saúde Mental que irá acontecer em Anápolis:
quarta-feira, 17 de março de 2010
A ambivalência do CRACK
Hoje fui ao programa "A Força do Bem", na Rádio São Fransisco 670 AM falar sobre o CAPS Viver, com ênfase no tratamento para o usuário de crack. Sai com a sensação que o recado não foi passado (confesso que fiquei um pouco nervosa!).
Vou tentar falar um pouco do que percebo no meu cotidiano no CAPS. Tratar a dependência química e, em especial, a dependência do crack, é aprender a lidar com a ambivalência, ao mesmo tempo que eles querem o tratamento e querem parar com o uso, existe um desejo enorme, uma força que relatam ser maior que eles e não os deixam resistir a droga.
A sensação que nos dá é realmente de impotência perante aquela situção, mas o que tenho aprendido no meu convívio diário com eles é que acolhe-los, escutá-los e aceitá-los mesmo diante de várias recaídas faz uma diferença significativa na vida dessas pessoas. Estão acostumadas a não ter opinião, pois o que eles falam perdem o valor, desaprendem a pensar e, consequentemente, perdem a noção de resposabilidade. Não sei dizer se isso começa antes ou depois das drogas, mas sei que permanecer no crack não é escolha de ninguém, por isso precisamos ter um pouco mais de compaixão.
O Gabriel Pensador tem uma música "Tem alguém aí?" que diz assim:
"Ninguém tá escutando o que eu quero dizer!
Ninguém tá me dizendo o que eu quero escutar!
Ninguém tá explicando o que eu quero entender!
Ninguém tá entendendo o que eu quero explicar!"
É bem fácil perceber o descompasso da comunicação entre as familias e o usuário de drogas. Desta forma construir um ambiente acolhedor e que propicie a comunicação pode ser uma solução eficaz para a prevenção da dependência química.
Deixo a sugestão de um link que fala sobre o crack:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33683&janela=2%20
Vou tentar falar um pouco do que percebo no meu cotidiano no CAPS. Tratar a dependência química e, em especial, a dependência do crack, é aprender a lidar com a ambivalência, ao mesmo tempo que eles querem o tratamento e querem parar com o uso, existe um desejo enorme, uma força que relatam ser maior que eles e não os deixam resistir a droga.
A sensação que nos dá é realmente de impotência perante aquela situção, mas o que tenho aprendido no meu convívio diário com eles é que acolhe-los, escutá-los e aceitá-los mesmo diante de várias recaídas faz uma diferença significativa na vida dessas pessoas. Estão acostumadas a não ter opinião, pois o que eles falam perdem o valor, desaprendem a pensar e, consequentemente, perdem a noção de resposabilidade. Não sei dizer se isso começa antes ou depois das drogas, mas sei que permanecer no crack não é escolha de ninguém, por isso precisamos ter um pouco mais de compaixão.
O Gabriel Pensador tem uma música "Tem alguém aí?" que diz assim:
"Ninguém tá escutando o que eu quero dizer!
Ninguém tá me dizendo o que eu quero escutar!
Ninguém tá explicando o que eu quero entender!
Ninguém tá entendendo o que eu quero explicar!"
É bem fácil perceber o descompasso da comunicação entre as familias e o usuário de drogas. Desta forma construir um ambiente acolhedor e que propicie a comunicação pode ser uma solução eficaz para a prevenção da dependência química.
Deixo a sugestão de um link que fala sobre o crack:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33683&janela=2%20
terça-feira, 16 de março de 2010
Ser mãe...
Nos últimos dias tem surgido um tema frequente nos meus atendimentos, tanto no CAPS Viver como no consultório particular: qual o papel de mãe nos dias de hoje?
Tenho encontrado um número significativos de mães que começam a perceber que ser mãe exige esforço, tem que ter uma dose de tolerância, uma capacidade incrível de frustração, exige tempo para ensinar e aprender e que, acima de tudo, é uma relação de trocas afetivas e não de poder. Porém, na grande maioria dos casos começam a enxergar isso, quando os filhos apresentam sintomas ("problemas"): ataques de fúrias e agressividades, uso de drogas, depressões, ansiedades, entre tantos outros.
Na verdade, a educação de nossos filhos tem que ser pensada desde o momento que resolvemos tê-los, pois a maneira que ele irá lidar com as situações da vida começa a ser formada desde o seu nascimento, ou até mesmo durante a gestação.
No entanto, o que de fato, temos que aprender é a deixar que eles cresçam, aprendam a pensar por si só, mesmo que isso signifique nos questionar, dar liberdade sem que essa se tranforme em descuido, dar carinho sem que sufoque, dar conselhos sem querer impor desejos e, o mais importante, ensiná-los o que é amar e ser amados.
Entretanto fazer isso tudo só é possivel para quem aprende a se questionar, quem se dispõe a ouvir, principalmente, para quem tem autoconhecimento suficiente para se diferenciar da relação com o outro, pois senão for assim corremos o risco de projetar nos nossos filhos nossos próprios projetos e, consequentemente, anularmos ou dificultarmos os sonhos e desejos deles. Isso se reverte nos sintomas que já foram ditos.
Então, ser mãe nos dias de hoje exige o que sempre foi necessário: respeito e amor pelos filhos!
O que muda é o papel da mulher e o que temos que abrir mão para ter um filho, infinidades de possibilidades que antes não nos era permitido.
Tenho encontrado um número significativos de mães que começam a perceber que ser mãe exige esforço, tem que ter uma dose de tolerância, uma capacidade incrível de frustração, exige tempo para ensinar e aprender e que, acima de tudo, é uma relação de trocas afetivas e não de poder. Porém, na grande maioria dos casos começam a enxergar isso, quando os filhos apresentam sintomas ("problemas"): ataques de fúrias e agressividades, uso de drogas, depressões, ansiedades, entre tantos outros.
Na verdade, a educação de nossos filhos tem que ser pensada desde o momento que resolvemos tê-los, pois a maneira que ele irá lidar com as situações da vida começa a ser formada desde o seu nascimento, ou até mesmo durante a gestação.
No entanto, o que de fato, temos que aprender é a deixar que eles cresçam, aprendam a pensar por si só, mesmo que isso signifique nos questionar, dar liberdade sem que essa se tranforme em descuido, dar carinho sem que sufoque, dar conselhos sem querer impor desejos e, o mais importante, ensiná-los o que é amar e ser amados.
Entretanto fazer isso tudo só é possivel para quem aprende a se questionar, quem se dispõe a ouvir, principalmente, para quem tem autoconhecimento suficiente para se diferenciar da relação com o outro, pois senão for assim corremos o risco de projetar nos nossos filhos nossos próprios projetos e, consequentemente, anularmos ou dificultarmos os sonhos e desejos deles. Isso se reverte nos sintomas que já foram ditos.
Então, ser mãe nos dias de hoje exige o que sempre foi necessário: respeito e amor pelos filhos!
O que muda é o papel da mulher e o que temos que abrir mão para ter um filho, infinidades de possibilidades que antes não nos era permitido.
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